Ceni falha de novo, Botafogo vence o São Paulo e deixa Carpegiani em risco
O São Paulo mostrou nesta quarta-feira diante do Botafogo que ainda não se recuperou da goleada sofrida diante do 5 a 0 para o Corinthians. Rogério Ceni foi quem mais sentiu o baque. O goleiro falhou novamente em gol e viu o time do Morumbi perder em casa para o time carioca, 2 a 0, resultado que deixa Carpegiani ameaçado no cargo e que coloca o time do Parque São Jorge na liderança.
O momento do São Paulo é curioso. Mesmo com cinco vitórias seguidas no Brasileirão nos cinco jogos iniciais, recorde em pontos corridos, o clube enfrenta grande instabilidade. A derrota contra o arquirrival no domingo fez ressurgir a desconfiança da torcida perante Carpegiani.
A ausência de Dagoberto, que teve licença paternidade concedida pelo São Paulo, aumentou o volume das críticas vindas da arquibancada.
"Abalou um pouco [goleada contra o Corinthians]. Perder e para o Corinthians pesou. Tivemos vários desfalques", disse Rivaldo, que entrou na segunda etapa.
São Paulo e Botafogo chegaram desfalcados ao Morumbi. Lucas e Dagoberto, pelo time da casa, e Loco Abreu e Jefferson, pelo lado alvinegro, foram as principais ausências das equipes.
Antes do começo do jogo, a torcida tricolor aplaudia à medida que o narrador do Morumbi anunciava os jogadores titulares do São Paulo. Os aplausos viraram vaias quando Carpegiani teve seu nome anunciado.
Quando a bola rolou, o Botafogo se sentiu à vontade no Morumbi, criando chances seguidas de abrir o marcador. Instável, Xandão tentava deter Herrera.
Os 20 primeiros minutos de jogo mostraram um São Paulo acuado, se desdobrando para segurar o Botafogo. Ceni aproveitou pausa no jogo para pedir a Carpegiani melhor reposicionamento da zaga.
Sem Lucas e Dagoberto, o São Paulo não se entendia no ataque. O time não trocava passes, tabelas, se aventundo sem qualquer coordenação. Ilsinho voltou a ser lateral após longo período. O Botafogo percebeu isso e explorou o setor. No primeiro lance de perigo do time paulista, Casemiro marcou, mas a arbitragem anulou corretamente o gol, aos 29 min do 1º tempo.
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Organizado, o Botafogo chegou ao gol em falha de Rogério Ceni. Elkeson arriscou de longa distância, com o pé esquedo, acertando no canto esquerdo, aos 35 min. A pequena torcida do Botafogo, em coro, ironizou o goleiro tricolor. “Frangueiro!”, gritaram.
“Eu errei. Um a zero para eles”, reconheceu Ceni.
Revoltada, a torcida do São Paulo externou sua insatisfação com Carpegiani ao término da 1ª etapa. “Burro!” e “Rivaldo!” foram os gritos mais ouvidos.
A vantagem do Botafogo ficou maior no começo do segundo tempo. Em cobrança de pênalti, Herrera fez 2 a 0.
Resistente em utilizar Rivaldo, Carpegiani colocou o camisa 10 imediatamente após o São Paulo sofrer o segundo gol.
O Botafogo se resguardou na defesa depois do segundo gol e chamou o São Paulo. Apesar de recuado, era o Botafogo quem ameaçava, explorando o descontrole tricolor e perdendo chances de fazer o terceiro gol.
Os pouco mais de 8 mil torcedores no Morumbi repetiam o coro de burro direcionado a Carpegiani. Já o Botafogo trocou bola de pé em pé ouvindo sua torcida ao fundo gritar "olé".