ÁGUA TURVA

02/07/2011 06:35

 

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Cielo é o maior talento da natação brasileira. O nadador acumula títulos mundiais e um ouro olímpico
FOTO: REUTERS

César Cielo, Nicholas Santos, Henrique Barbosa e Vinícius Waked foram flagrados no exame antidoping

A CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) anunciou ontem que quatro nadadores do País, entre eles Cesar Cielo, recordista mundial dos 50 m e 100 m livre, foram flagrados no exame antidoping realizado no último Troféu Maria Lenk, em maio, disputado no Rio de Janeiro.

César Cielo, Nicholas Santos e Henrique Barbosa, que nadam pelo Flamengo, além de Vinícius Waked, pertencente ao Minas Tênis, tiveram resultado analítico adverso para a substância furosemida, da classe S5 Diuréticos, após exame verificado no Laboratório INRS (Institut Armand Frappier), no Canadá, credenciado pela Agência Mundial Antidoping.

Apesar disso, o "Painel de Controle de Doping" instaurado pela CBDA ontem, composto por Eduardo de Rose, Sandra Soldan, Marcus Bernhoeft e Cláudio Cardone, "considerou o histórico dos atletas e o regulamento da Federação Internacional de Natação" para optar por punir o quarteto apenas com uma advertência.

Os quatro atletas declinaram do direito de realização da amostra B, conhecida como contraprova, direito dos atletas.

Caso recorrente

A furosemida não é novidade no mundo do esporte, em outubro do ano passado, o goleiro Renê, do Bahia, foi flagrado com a substância no organismo. O mesmo aconteceu com a nadadora Daynara de Paula e com a triatleta Mariana Ohata. Todos sofreram suspensão de suas respectivas federações.

A ginasta brasileira Daiane dos Santos foi suspensa por cinco meses após o exame acusar a presença da substância.

A nota divulgada ontem pela CBDA utilizou uma redação semelhante à nota de divulgação do episódio em que a nadadora Fabíola Molina testou positivo para a substância metilhexanamina, em 21 de junho deste ano, mas as punições foram bem diferentes. Os recém-flagrados tiveram furosemida - que não altera o rendimento do atleta mas mascara uso de outras substâncias proibidas - detectado no exame realizado durante o Maria Lenk, em março.

Fabíola Molina foi suspensa por dois meses. Com base no artigo DC 10.4 das regras da Federação Internacional de Natação (Fina).